29.6.09
a divina desordem: a janela de charles rennie mackintosh.
Glasgow, The Lighthouse.
Fotografia digital, s/d.
 
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24.6.09
como se constrói a memória de um rosto?
Informações aqui.
 
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22.6.09
a divina desordem: i've lost touch with the world.



- Are you all right, Taylor?
- No, not really.
- What's up?
- I don't know. I feel so divorced from the world. I've lost touch with the world. Do you know that song by Mahler... I've Lost Track of the World?
- No.
- It's one of the most beautiful and saddest songs ever written. I can almost hear it now. Can you hear it?


It's gone now.


But did you hear it?

- I think so. It resonated right through the whole building.
- Where are we?
- In the armory, Taylor.
- "The armory, Taylor." It sounds so heavy and ponderous. "The armory."
- Nikola Tesla perceived the Earth as a conductor of acoustical resonance.
- I have no idea what you're talking about. Can you explain it to me?
- No, not really.
- I know. Let's pretend this coffee is champagne.
- Why would we do that?
- Well, to celebrate life. You know, like the rich, elegant people do. The classy people.
- I prefer coffee. Simple, working man's coffee.
- You're so provincial, Bill. Do you know what your problem is?
- What?
- You have no joie de vivre.
- I don't?
- No. Besides, this coffee is awful.
- You're right. It really is bad, isn't it?
- Dreadful.
- I propose a toast.
- So what should we toast?
- Paris in the 1920s. Josephine Baker, the Moulin Rouge. What is it? Okay?
- And also New York in the '70s. In the late '70s.
- Really? All right.
- Cheers.
- Delicious, isn't it?
- Champagne: Nectar of the gods. Is that all you're having for lunch, coffee and a cigarette? It's not very healthy.
- We had lunch earlier.
- We did?
- We're on a break here, a coffee break.
- How depressing. How long is our break, anyway?
- About 10 minutes, and it's nearly over now.
- Say it isn't true.
- Well?
- What?
- I asked you to say it isn't true.
- Say what isn't true?
- Never mind.
- Anyway, I have to have a nap.
- So call me when the break is over.
- Well, you have two minutes or less for your nap.



[Taylor Mead e William Rice - em imagem e texto- , in Coffee and Cigarettes, Jim Jarmush, 2003, segmento Champagne]



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12.6.09
pré visualização: antropia #3.

Sábado, 20 de Junho de 2009, 18:00. Espaço Campanhã, Porto, in Embankment #6. 17 minutos. Preto e Branco. Voz: Ricardo Vaz Trindade. Piano: Joana Gama. Música: José Macedo, Joana Gama, Ricardo Vaz Trindade. Baseado num livro de Laura Adler. Selecção de Texto e realização: Eduardo Brito.
 
posted by Eduardo Brito at 10:36 da manhã | Permalink | 0 comments
9.6.09
pré visualização: antropia #2.


Antropia é uma palavra de origem grega que não existe por si só. Antes aparece como um elemento pospositivo formador de substantivos abstractos. Antrópico, adjectivo, existe sozinho. Apareceu escrito na língua portuguesa em mil oitocentos e setenta e um. Diz-se antrópico tudo o que é "relativo ao ou pertencente ao homem ou ao seu período de existência na Terra; relativo à acção do homem; relativo às modificações produzidas pelo homem no meio ambiente."* Antropia será, pois, toda e qualquer acção do Homem na sua passagem pela Terra. Entre semelhantes e entre estes e planeta. Será a relação de todas estas acções com a visão do Universo em que Homem e planeta se inserem.

Antropia é o nome de um documentário que estreia no Espaço Campanhã no próximo dia 20 de Junho, pelas 18:00, integrado na instalação Embankment #6. Fala sobre relações humanas com aspirações de omnisciência e refracções na vida de cada um. Fala sobre Paris, Edimburgo e Toledo.

* in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.
 
posted by Eduardo Brito at 11:58 da manhã | Permalink | 0 comments
8.6.09
a divina desordem: da importância do regresso.
"Demasiada abundância de livros é fonte de dispersão; assim como não poderás ler tudo o quanto possuis, contenta-te em possuir apenas o que possas ler. Dirás tu: 'mas sinto vontade de folhear ora este livro, ora aquele'. Provar muita coisa é sintoma de estômago embotado; quando são muitos e variados os pratos, só fazem mal em vez de alimentar. Lê, portanto, continuamente autores de confiança e quando sentires vontade de passar a outros, regressa aos primeiros. Reflecte todos os dias em qualquer texto que te auxilie a encarar a inteligência, a morte ou qualquer outra calamidade; quando tiveres percorrido diversos textos, escolhe um passo que alimente a tua meditação durante o dia. "

Lúcio Aneu Séneca, in Cartas a Lucílio, ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 1991, pp 4.

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4.6.09
pré visualização: antropia #1.

Fotograma de Antropia. Clicar para alargar.
 
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2.6.09
antropia.


Estamos em Toledo e em Edimburgo, em finais do século XIX. Dois investigadores, um matemático e um filósofo, desconhecidos um do outro, chegam a uma mesma conclusão por saberes e estudos diferentes. Investigam e sintetizam aquele momento em que, por sermos portadores de um elemento decisivo para a vivência de outro, lhe mudamos o curso normal da sua vida, revelando-o: uma arma que se usa, uma notícia que se dá e a vida do outro entra em refracção. Uma teoria filosófica e uma equação matemática que explicam este mesmo intervalo foram apresentadas em em Paris, no verão de 1900. Antropia é uma construção narrativa sonora e visual que conta a história destes acontecimentos. Baseia-se na tradução livre de partes do único livro que existe sobre o tema: "A Short Sense of Omniscience", escrito na década de cinquenta do século passado, por Laura Adler.


Selecção e fixação de texto
Eduardo Brito

Voz
Ricardo Vaz Trindade

Música
José Macedo / Joana Gama / Ricardo Vaz Trindade

Piano
Joana Gama


Uma apresentação incluida em

Embankment #6


Sábado, 20 de Junho, 18h00


Espaço Campanhã
Rua Pinto Bessa, 122, Armazém 4.
Porto


mais sobre Antropia em breve.
 
posted by Eduardo Brito at 12:24 da tarde | Permalink | 0 comments