27.3.09
minho, traços de identidade - pré-visualização (4).
Minho, Traços de Identidade: Estádio Municipal de Braga.
 
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minho, traços de identidade - pré-visualização. (3)
Minho, Traços de Identidade: Café Rio, Barcelinhos.
 
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26.3.09
minho, traços de identidade - pré-visualização (2).
Minho, Traços de Identidade: S. Bartolomeu do Mar, Esposende.

 
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25.3.09
minho, traços de identidade - pré-visualização.
O Minho: rio e paisagem (Caminha, foz do Coura e Serra d' Arga) vistos de Santa Tegra, Galiza.

Nos últimos dois anos tive a honra e o privilégio de fotografar muito do Minho para um livro chamado Minho, Traços de Identidade. Obra abrangente da Universidade do Minho, reúne ensaios arqueológicos, históricos, sociológicos, geográficos e estéticos da autoria de Albertino Gonçalves, Ana Bettencourt, António Cardoso, Aurélio de Oliveira, Francisco de Sande Lemos, Joaquim Costa, José Marques, José Meireles, Lúcio Craveiro da Silva, Luís Fontes, Miguel Bandeira, Manuel Carlos Silva, Manuela Martins, Paula Cristina Remoaldo e Paulo Pereira, que, com a colaboração de António Amaro das Neves, coordenou a obra. A edição é do Conselho Cultural da UM. O desenho do livro é de Luís Ricardo.
Mais imagens - e mais sobre as imagens e sobre o livro - muito em breve. A apresentação é dia 1 de Abril, pelas 15:00, na Reitoria da Universidade do Minho, ao Largo do Paço, em Braga.
 
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23.3.09
a morte da mata.

Esta é uma desfocagem da Mata de Albergaria, nas terras altas da Serra do Gerês, feita no verão de 2007. Há pouco mais de um mês, a Mata estava tranquilamente coberta de neve. Numa volta em que nos cruzámos com uma raposa, dizia repetidamente: este é um dos lugares mais bonitos que conheço. Evocava uma ideia de estar dentro de uma casa de cristal verde que me acontece sempre que lá vou no verão. Estamos em Março e o Parque Nacional arde ali, no Soajo, no Lourido, em Laceiras. Quignard dizia bem, a propósito daquilo que o Homem teima em fazer a si, ao seu meio: o Éden retira-se lentamente do seu jardim.
 
posted by Eduardo Brito at 10:45 da manhã | Permalink | 0 comments
17.3.09
... o fotógrafo alimenta a fotografia com a sua historicidade ou leitura do mundo...
s/título © Rui Hermenegildo


... mas depois de a abandonar, nunca a realidade por ele mediada recupera a sua composição original ou pretendida, transformando-se em narrativa secundária.

O mesmo acontece com um fenómeno que a física apelida de histerese, característico de alguns sistemas cujas propriedades dependem da sua história precedente, ou seja, em que duas grandezas físicas mantêm uma relação de dependência não linear. Histerese significa, portanto, que o sistema conserva propriedades de que não dispunha quando a acção termina e o estímulo desaparece. Estamos perante aquilo que se pode designar como “física hereditária” ou a história do corpo ou sistema considerado.

Cada uma das fotografias desta exposição encontra-se carregada com a minha historicidade, mas apesar da narrativa hereditária nenhuma mantém apenas as propriedades que lhes pretendi imprimir, encontrando-se em histerese.*

Assim as excelentes fotografias e textos - assim a histerese - do fotógrafo Rui Hermenegildo, meu querido amigo, para ver na Trem Azul, à Rua do Alecrim, em Lisboa, até 12 de Abril.


* Rui Hermenegildo, Histerese, Lisboa 2009.
 
posted by Eduardo Brito at 12:34 da tarde | Permalink | 2 comments
12.3.09
mesquitão.
Foi no Jornal Universitário de Coimbra, onde trabalhei durante vários anos, que conheci e que aprendi imenso com a sabedoria e carácter do João Mesquita, que hoje nos deixou.
Durante anos, o João deu formação em jornalismo, e em muito mais que jornalismo, a dezenas de pessoas que passaram pela Secção e que por lá ficaram a fazer jornais e revistas. Todos lhe devemos imenso.
Não há muito a dizer, como sempre. Entre a marca inesquecível que me deixa, entre a memória de histórias, conselhos e noitadas, assinalo, de forma emocionada e pública, o registo de uma admiração profunda por um homem grande, como uma vez lho disse.
 
posted by Eduardo Brito at 2:31 da tarde | Permalink | 1 comments
10.3.09
espera pessoal #2.
Assistir à projecção em película de Barry Lyndon (v.o.) numa sala de cinema entre S. Petersburgo e Salamanca. Fotografar Pascal Quignard em Verneuil-sur-Avre.
 
posted by Eduardo Brito at 8:21 da tarde | Permalink | 1 comments
espera pessoal #1.
Glasgow, Central Station. Fotografia digital.

Eu pensava na espera, no tempo que passamos à espera, todo somado, na necessidade de termos sempre alguma coisa para preencher a nossa espera, livro, filme, canção, mensagem de texto, torná-la menos espera, uma espera melhor, e nisto, a filha do presidente morto matado discursa no funeral do pai e diz vamos parar de nos matar e aquilo marca-me, repete vamos parar de nos matar de uma vez por todas, comove-me, ela contém o choro, a cena muda. O que é preciso sentir para que uma filha queira dizer aquilo quando perde o pai?, fico ali parado, à espera de qualquer coisa, lembro-me de Lobo Antunes dizer que escrevia para o pé do Zé Francisco, lembro-me de Cohen, sempre Cohen, já aqui escrito, em I Knelt Beside A Stream, a dizer wept in a general way for the fate of men.
 
posted by Eduardo Brito at 7:57 da tarde | Permalink | 0 comments
6.3.09
infinito stanley kubrick.
 
posted by Eduardo Brito at 12:06 da tarde | Permalink | 0 comments
5.3.09
referênciasp.
Erica Buettner aparece em Portugal. Hoje em Coimbra, amanhã no Porto e depois em Braga haverá bonitas canções tristes a ouvir.
 
posted by Eduardo Brito at 9:15 da manhã | Permalink | 0 comments
4.3.09
antónio pinho vargas: sobre o sublime e a merda.
"A vida é uma aprendizagem interminável da capacidade de olhar o mundo. As viagens permitem a comparação dos horizontes e das merdas. Uma das coisas que mais me obceca actualmente é, perante a possibilidade de ver o sublime, escolher ver a merda."

António Pinho Vargas, em "As Viagens e os Erros": um texto magistral para ler aqui.
 
posted by Eduardo Brito at 9:29 da manhã | Permalink | 0 comments
a divina desordem: pequeno texto sobre portugal.
Em cada nota do jazz de António Pinho Vargas há qualquer coisa de unicamente português. Não de uma portugalidade moralizadora, localizada no tempo e no espaço, mas sim de um sentido de lugar, como se Pinho Vargas fosse de todos onde cabe a sua música. A sua melodia é a casa de granito no Minho, as Vilas Morenas, o vento no Alentejo, a luz por trás dos montes, os pássaros da beira, o mar, imenso mar, de Moledo a Vila Real de Santo António precisamente porque será essa a exacta tradução musical desses lugares na sua relação com a ideia de Portugal de que são parte. Se há um sentir português, um sentimento de ocidentalidade periférica, um encontro com tudo o que dizemos ser nosso, ele é caracterizador da melodia de Pinho Vargas. Estes são os sons de uma paisagem abandonada, de uma miséria esperançada, de palavras enlameadas em sítios onde se demora demasiado tempo a chegar, da descrença das ruas da cidade que descem para o rio ao fim da tarde. Esta é a música de todo o lado, a ideia sonora de um país no final de século a olhar para séculos de história feita de melancolia e ilusão. Este é o som do Portugal por onde passámos. Este é o som que diz o meu país é isto, é assim. Sem pensar no que isto é, no porque é assim.
 
posted by Eduardo Brito at 9:14 da manhã | Permalink | 0 comments
3.3.09
casa do corgo.

Em Vila Real, a Casa do Corgo desapareceu. Cresce em seu lugar um prédio de azulejos brancos. Coisa sem importância.
 
posted by Eduardo Brito at 9:01 da manhã | Permalink | 0 comments
2.3.09
e à pergunta who do you think you are?...
... ele só podia responder I am just a peasant of Guimaraens.

Imagem retirada de Portugal Illustrated, do reverendo W. M. Kinsey, B.D., fellow of Trinity College, Oxford, and chaplain to the right honourable lord Auckland. Ed. Treuttel, Wurtz, and Richter, Soho Square, Londres, 1828.
 
posted by Eduardo Brito at 9:51 da manhã | Permalink | 0 comments