25.2.09
a divina desordem: o futebol é isto.
Fotogramas de Forza Bastia 78, de Jacques Tati e Sophie Tatischeff, 2002.

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21.2.09
a divina desordem: não se pode rever um pesadelo.
Fotograma de Irréversible; Gaspar Noé, 2002.
Albert Dupontel, Monica Belluci, Vincent Cassel.

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18.2.09
milagrologia.
El padre Apeles Akuma realiza una exhalación milagrosa
© Joan Fontcuberta


"El último cuaderno del Helsingin Sanomat, el periódico de mayor difusión en Finlandia, siempre se emplea para inserciones publicitarias de pequeño formato: ofertas laborales, servicios profesionales, anuncios inmobiliarios, compra-venta de vehículos, agencias de viajes, etc. No me costó encontrar un recuadro cuyo escueto mensaje era el siguiente:

Monasterio de Valhamönde
Matrícula de cursos abierta
Referencias personales requeridas
Contactar para concertar cita a valhamonde@hotmail.com
Alta confidencialidad
Plazas limitadas
Diploma homologado por la Esoteerisen Karjalaisseura

(...)
El pasquín no vendía ni una peregrinación espiritual, ni una visita a lugares santos, ni una aventura iniciática; proponía lisa y llanamente un curso de milagrología interconfesional, del que se especificaba de forma destacada su carácter “teórico y práctico”.

Joan Fontcuberta, in Karelia, Milagros & Co.. Ed. Fundación Telefonica, 2002.

Ir para o livro.
Ver os milagres.
 
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a fantástica viagem.
A cidade de Logashkino ficava situada na costa do mar oriental da Sibéria. Entre 1939 e 1969, mapas da União Soviética cartografaram-na em diferentes latitudes e longitudes. Todos em seu redor, nenhum no seu preciso lugar. Logashinko foi, pois, uma cidade invisível para diferentes viajantes, para diferentes cartógrafos. Um destes chegou mesmo a considerar a sua inexistência e, assim sendo, não a assinalou no seu mapa. A história de Logashkino é a história de um lugar imaginário. Ou de um lugar irrepresentável; um hic sunt leones, como os romanos descreviam os lugares perigosíssimos da terra incognita dos seus mapas. Hic Sunt Leones, Geografia Fantastica i Viaggi Straordinari é o catálogo de uma exposição sobre lugares imprecisos, cartografias imaginárias ocorrida entre Janeiro e Março de 1983 no Centro Palatino, em Roma.

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17.2.09
quem não é da rua de gatos?

Vista da Rua de D. João I. À direita, o Padrão de S. Lázaro.
Estereoscópia de Antero Frederico de Seabra, 1858.
© Sociedade Martins Sarmento

Chamava-se Rua de Gatos. Não porque felinos a passeassem, mas porque se situava entre regatos. Rua de Entre-regatos, logo abaixo da Rua de S. Domingos. Porta de entrada na cidade. Era o início da estrada para oeste, rumo a Vila do Conde. Hoje chama-se Rua D. João I. Foi por ali que o Rei entrou na cidade para agradecer à virgem uma vitória numa batalha. Subiu a rua a pé e o início da sua marcha ficou assinalado por um padrão "quase fronteiro à capela de S. Lázaro"*. A rua tem uma igreja românico-gótica, de pórtico barroco, um convento, uma capela que se fez no ano de 1600, um centro de oração da congregação cristã. Tem três tascas, três restaurantes., um barbeiro clandestino. Tem um hotel, uma loja de molduras, uma loja de equipamento de escritório vazia, uma loja de colchões e almofadas. Tem uma ilha chamada Bairro Catarina Eufémia. Tem um centro social, uma loja de bugigangas, um cabeleireiro feminino. Tem uma frutaria, uma padaria, uma mercearia, a mais bonita da cidade, um tribunal, uma funerária, cinco lojas de roupa, duas floristas e dois cafés. Tem dois palacetes belíssimos e as horríveis traseiras de um decadente centro comercial. Tem sombras e palavrões no ar. Cheira a comida ao meio dia. Rua de todas as ruas, tem a cidade toda dentro dela, metáfora perfeita do que é Guimarães, se é que a cidade se dá a figuras de estilo. Ramalho Ortigão escreve-lhe a definitiva poesia nos seus Banhos de Caldas: "(...) para mim, cidadão, para mim, português, para mim, escritor e artista, - que o Chiado me perdoe - acho-o insignificante, incaracterístico, ordinário, sem feição, sem relevo, sem linha, e prefiro-lhe a angustiada e escura rua dos Gatos em Guimarães, com os seus estreitos portais, as suas escadas empinadas e as suas miúdas gelosias encanastradas como as do coro dos mosteiros (...)".

* Caldas, P.e António José Ferreira, in Guimarães, Apontamentos para a sua História, 2ª Edição, Guimarães, CMG/SMS, 1996, parte II, pp. 422/424. [pdf]

 
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13.2.09
a representação de um rei: george III.
George III, Roger Booth, 1778 em 1975 .

George III, Nigel Hawthorne, 1788 em 1994 .

Foi uma década antes de enlouquecer que George III conheceu Barry Lyndon. O encontro foi fugaz. Recebeu-o na corte, em 1778. Ao saber que Barry tinha financiado uma companhia para a guerra da América, o Rei Louco, velho amigo do falecido Sir Charles Reginald Lyndon, não se conteve e disse That's right, Mr. Lyndon, raise another company; and go with them, too! Se neste encontro, filmado em 1975, George III foi encarnado por Roger Booth, a loucura temporária de que viria a padecer seria representada, em 1994, por Nigel Hawthorne.

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12.2.09
escrever histórias sobre reis.
 
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escrever histórias sobre reis.
 
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escrever histórias sobre reis.
 
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escrever histórias sobre reis.
 
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escrever histórias sobre reis.
 
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11.2.09
gramática da aniquilação, pt. 1.
"E então começámos a desinteressar-nos pelas coisas, lentamente, primeiro uma que cai, depois outra que já não se levanta, depois ainda mais outra que era para ser feita e acaba por não ser. A vontade de ir fazendo, de pôr a fazer estava gasta primeiro, desgastada depois e agora, finalmente, morta e bem morta. Ido o futuro, nada mais interessava senão a história, a narrativa, a alienação da palavra, a imagem que cada frase trazia. A nossa cabeça ficou apenas com histórias. Histórias de bruxas e reis, reis fortes e reis loucos, feitiços e maldições, e também batalhas onde os soldados da linha da frente se sujavam de medo pelas pernas abaixo. E sangue, sobretudo muito sangue a fecundar o chão."

 
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10.2.09
sean riley, 16:9.
Sean Riley, músico.
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slowrider, 16:9.
Filipe Costa, músico.
(carregar para ampliar)
 
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slowrider, 16:9.
Bruno Simões, músico.
(carregar para ampliar)
 
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9.2.09
25 x 25 cm, sobreposição digital, 2005.
 
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6.2.09
1884.

O leitor não foi ontem ao D. Afonso ver os trabalhos da Companhia imperial japonesa de Shonoskee e P. Bustilos? Pois não falte hoje, se quiser pasmar diante de verdadeiros prodígios.

Religião e Pátria
, n.º 12, 35.ª Série, Guimarães, quarta-feira, 6 de Fevereiro de 1884



"Na vida dos homens, das instituições e das nações há momentos que se gravam a letras de ouro. Assim também nas cidades. O ano de 1884 é, para Guimarães, um desses momentos: um ano de viragem, o ano em que a modernidade começou a acontecer por aqui".
É esta a nota de apresentação do blog 1884, evocativo de um ano ímpar na história de Guimarães. Da chegada do comboio à criação da Escola Francisco de Holanda e do Comércio de Guimarães, passando e parando na incontornável Exposição Industrial no Palácio de Vila Flor, nos trabalhos de Alberto Sampaio, Francisco Martins Sarmento e da Sociedade que dele tomou o nome, este foi o ano que lançou as bases de um século XX vimaranense que se cria promissor.
Dia a dia, cento e vinte e cinco anos depois, republicam-se as notícias que fizeram a história de um ano diferente. www.1884gmr.blogspot.com, para ler até 31 de Dezembro.
 
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5.2.09
"every frame is a fresco of sadness". *
Fotograma de Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, 1975.

* Andrew Sarris, in The Village Voice, 1976.

Barry Lyndon - Motion Painture
Barry Lyndon - Culto

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o charme discreto da burguesia.
s/d, 35 mm.
(clicar para ampliar)

 
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1.2.09
twittering.
 
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