22.9.08
nadine khouri - as canções não têm lugar.


História imprecisa: uma conversa entre dois tipos, um diz: se gostas disto, vais gostar daquilo. Disto é Jeff Buckley e Stina Nordenstam, de quem ambos são particulares admiradores. Daquilo é Nadine Khouri, música do mundo, de Beirute a Londres, passando pela América e tudo. Daquilo é também Cuts From The Inside, um disco de estreia fantástico, cheio de canções empolgantes e bem escritas, cheio de uma voz fantástica. Daquilo gosta-se muito, quase quase imediatamente.
Era porreiro que ela viesse a Portugal um dia destes.
E pronto: sexta, dia 26, no Musicbox em Lisboa; Sábado, dia 27, no Convívio em Guimarães.

 
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20.9.08
a divina desordem: o melhor actor do mundo.
Fernando Casado de Arambillet ou Fernando Rey. Genérico de Tristana.


Don Jaime. Viridiana, de Luis Buñuel, 1961.


Don Lope. Tristana, de Luis Buñuel, 1970.


Alain Charnier. The French Connection, de William Friedkin, 1971.


Rafael Acosta. Le Charme Discret de la Bourgeoisie, de Luis Buñuel, 1972.


Cafiero. La Polizia incrimina la legge assolve, de Enzo G. Castellari, 1973.


Alain Charnier. French Connection II, de John Frankenheimer, 1975.


Mathieu. Cet Obscur Object du Désir, de Luis Buñuel, 1977.


Contreras. El Crimen de Cuenca, de Pilar Miró, 1980.


Don Quijote. El Quijote de Miguel de Cervantes, de Manuel Gutierrez Aragón, 1991.



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18.9.08
coimbra, londres e helsínquia.
Três concertos especiais marcam a chegada do Outono na Associação Convívio, em Guimarães. Dia 20 de Setembro, A Jigsaw. Na semana seguinte, dia 27, Nadine Khouri. Dia 4 de Outubro, Mi & L'Au.
 
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17.9.08
capa e contracapa.
Fotografia digital, s/d. © Eduardo Brito
 
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15.9.08
JP Simões, s/d. © Eduardo Brito.
 
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12.9.08
fim de citação de espécie.
"(...) wept in a general way for the fate of men".

Leonard Cohen, I Knelt Beside a Stream.
 
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10.9.08
a divina desordem: "eu represento o poder, a lei, as leis conhecidas e desconhecidas".



Gian Maria Volonté in Indagine su un Cittadino al di Sopra di Ogni Sospetto, Elio Petri, 1970, 112 min.

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9.9.08

Wraygunn, 2008. © Eduardo Brito / Wraygunn.
 
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8.9.08
cent'anni.
Niente è più inabitabile di un posto dove siamo stati felici.

Cesare Pavese, in La Spiaggia.
 
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o que é uma cidade?
Escreve Luis Garcia Jambrina sobre Salamanca, na Descubrir El Arte nº 113.

"Una ciudad no es tan solo un lugar geográfico, un territorio urbano. Es también un espacio literario, un ámbito simbólico en el que se funden el mito, la invención y la realidad. No en vano las ciudades las construyen también los escritores, los novelistas, los dramaturgos, los poetas... Son ellos los que las crean, configuran y remodelan, libro tras libro y siglo tras siglo, en el imaginario colectivo de las gentes. De hecho, podríamos decir que, si los hombres no escribieran, no existirían las ciudades."
 
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5.9.08
a divina desordem: o jogo de marienbad.
L' Année dernière à Marienbad, Alain Resnais, 1961, 94 minutos.


- Je connais un jeu lequel je gagne toujours.

- Si vous ne pouvez pas perdre, ce n'est pas un jeu.
- Je peux perdre, mais je gagne toujours.

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4.9.08
lisboa, duas da manhã.

© Eduardo Brito, s/d, digital.
 
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3.9.08
convívio em setembro.
A programação de Setembro do Convívio já pode ser consultada aqui. A fantástica Nadine Khouri actuará ao vivo no dia 27, mas sobre isso falaremos mais - e com mais detalhes - daqui a uns dias.
 
posted by Eduardo Brito at 9:55 da manhã | Permalink | 0 comments
referênciasp - com sal.
imagem de Ana Carolina Shiokawa.

Bathtime Stories #1, #2, #3, #4 para ver, ler, olhar, deduzir e divulgar aqui.
 
posted by Eduardo Brito at 9:45 da manhã | Permalink | 0 comments
referênciasp.
Dois anos e dois dias depois do início, por todas as razões e mais algumas, refiro o Bibliotecário de Babel, de José Mário Silva. A Ervilha Cor de Rosa. E o Irmão Lúcia.
 
posted by Eduardo Brito at 9:36 da manhã | Permalink | 1 comments
1.9.08
it is so simple. but it can't be explained in words.
Cabo Horn visto do veleiro de Bernard Moitessier.


Em mil novecentos e sessenta e oito, oito navegadores solitários tentaram dar a volta ao mundo em veleiro. A corrida tinha como prémio cinco mil libras e não admitia qualquer paragem em terra. Seguir-se-ia a rota dos grandes cabos, pelo hemisfério sul.




Donald Crowhurst, durante a corrida.
Quatro marinheiros desistiram pouco depois do começo. Um quinto abandonou a meio, por naufrágio. Dos três restantes, um ganhou a corrida. O outro, Donald Crowhurst, marinheiro sem experiência, forjou uma rota que nunca percorreu. Por isso, a dada altura, foi tido como presumível vencedor da corrida. Ante a ameaça da descoberta de tão grande fraude, enlouqueceu, escreveu uma explicação da condição humana no seu diário de bordo e suicidou-se.




Bernard Moitessier.
Bernard Moitessier, depois de sete meses no mar e a seis semanas do regresso, não quis acabar a corrida. Curvou a sul e continuou a viajar, solitário. No seu diário escreveu


After Cape Horn, I felt I knew I didn't want to come back. You see, it didn't seem worth it.I could feel it. I didn't say so to anyone. I didn't dare to. I hardly dared admit it to myself.
(...)
I do not know how to explain to Françoise and the children my need to continue towards the Pacific... to be at peace.

I know I am right.

I feel it deeply.

I know exactly where I am going.

How could they understand that?

It is so simple.
But it can't be explained in words.




Fontes: Deep Water, de Louise Osmond e Jerry Rothwell , UK, 2007 (fotogramas). The Strange Last Voyage Of Donald Crowhurst, de Nicholas Tomalin & Ron Hall, Stein & Day, 1970.

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posted by Eduardo Brito at 7:30 da tarde | Permalink | 0 comments
as imprecisões, ano dois.

We reached Ullapool at the end of the morning. The weather was rainy and cold. We stopped for a quick lunch at the Ceilidh and after we walked around the town, wetted by the constant rain. At the pier, I asked an old lady for the post office: I had a postcard to send, telling stories from the north.
 
posted by Eduardo Brito at 12:08 da tarde | Permalink | 0 comments
o blog, ano dois.
"À desaforada esperança, como é natural, sucedeu-se uma depressão excessiva. A certeza de que alguma prateleira nalgum hexágono continha livros preciosos e de que esses livros preciosos eram inacessíveis, pareceu quase intolerável. Uma seita blasfema sugeriu que cessassem as buscas e que todos os homens misturassem letras e símbolos, até construírem, por meio de um improvável dom do acaso, esses livros canónicos. As au­toridades viram-se obrigadas a promulgar ordens severas. A seita desapa­receu, mas na minha infância vi homens velhos que longamente se ocul­tavam nas latrinas, com uns discos de metal num covilhete proibido, e fracamente imitavam a divina desordem."

Jorge Luís Borges, 1941.
 
posted by Eduardo Brito at 12:01 da tarde | Permalink | 0 comments