30.5.08
narrativa.
Impressão digital, 21 x 32 cm. © Eduardo Brito.
 
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29.5.08
pretensão.
Em Guimarães, Capital Europeia da Cultura Dois Mil e Doze, gostaria muito de ver:
- uma instalação de Olafur Eliasson;
- uma obra de Christian Boltanski;
- um projecto de Juan Fontcuberta;
- um trabalho de Wim Delvoye;
- um concerto de David Bowie;
- uma exposição de Kelli Connell;
 
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28.5.08
de cor.
fotograma [e diálogos] de Eyes Wide Shut, Stanley Kubrick, 1999.


Ziegler
I know what happened last night. And I know what's been going on since then. And I think you just might...
have the wrong idea about one or two things.

Bill
I'm sorry, Victor, I...What in the hell are you talking about?

Ziegler
Please, Bill, no games. I was there. At the house. I saw everything that went on. What the hell did you think you were doing?

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26.5.08
ratcatcher.
Lynne Ramsay, Escócia, 1999.

"In her breathtaking and assured debut feature, Lynne Ramsay creates a haunting evocation of a troubled Glasgow childhood. Set during Scotland's national garbage strike of the mid-1970s, Ratcatcher explores the experiences of a poor adolescent boy as he struggles to reconcile his dreams and his guilt with the abjection that surrounds him. Utilizing beautiful, elusive imagery, candid performances, and unexpected humor, Ratcatcher deftly contrasts urban decay with a rich interior landscape of hope and perseverance, resulting in a work at once raw and deeply poetic."
in http://www.criterion.com/asp/release.asp?id=162

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24.5.08
auto-retrato.

Impressão em papel brilhante de fibra. © Eduardo Brito.


Arrisca-se a que entre na boca, a que queime os lábios, a que cause irritação: molha-se parte do rosto com fixador, depois beija-se a imaculada folha de papel brilhante. Segue-se o processo habitual: revelador, paragem, fixador. Depois, água e umas horas de seca. Traz-se a folha à luz da tarde e eis um auto-retrato: isto sou eu, bem fixado.
 
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19.5.08
domingo de manhã.
Fotografia Digital. © Eduardo Brito.

 
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16.5.08
cine-clube de guimarães: cinquenta anos (6).

Antes da exibição de O Paraíso do Capitão, o Arquitecto Mário Bonito, referência do Cine-Clube do Porto, proferiu a seguinte palestra:

Aqui estou eu, um pouco embaraçado, com a incumbência de dizer-vos o que é e para que serve um cine-clube.
E embora não seja a primeira vez que tal me sucede, também é verdade que nunca fui capaz de desempenhar-me suficientemente bem destes encargos. Logo, não fui bem escolhido, se atendermos a este passado mal sucedido. E todavia a questão não é difícil de expor. Os próprios estatutos por que se regem estas associações, as definem no artigo 1.º mais ou menos deste jeito:—um cine-clube é uma associação não lucrativa, alheia a fins políticos, raciais ou religiosos, que tenta por todos os meios ao seu alcance, desenvolver no grande público o gosto pela sétima arte, etc., etc..
E diga-se que esta definição é já internacional, visto que há uma Federacão Internacional dos Cine-Clubes, como existem outras de Filmes de Amadores de Cinema Didáctico e Educativo. Quer isto dizer, que antes de nós já havia cine-cubismo em França, Inglaterra, Espanha, Itália e outros países.
Porém, entre nós, o cine-clubismo antecipou-se à criação da Cinemateca Nacional e de outros organismos auxiliares e complementares da sua actuação, até que agora o quadro das premissas essenciais da sua existência quase está completa de molde a que o cine-clubismo possa entrar na fase final de colher os seus saborosos frutos. E tais frutos são uma sólida consciência crítica em face da obra cinematográfica e uma lúcida compreensão das coordenadas artísticas do cinema. Excluo especiais referências ao humano, pois no artístico anda ele implícito. Arte sem o humano, apenas será indústria, tal como cinema sem a arte será apenas técnica.

Enfim, o objectivo é aqui o de obter consciência crítica, lúcida compreensão e tudo o resto que define atitudes comuns a todas as realizações culturais e actividades do pensamento, seja na literatura, na música, na pintura e no teatro, seja no cinema. Mas obtê-la pela forma mais directa e cómoda, já que a vida moderna absorve, na vertigem da velocidade e na diversidade dos aspectos que detêm a nossa atenção, o tempo necessário ao estudo pausado e lento das artes e das letras. Os clubes de literatura, os clubes de Belas Artes, os de teatro e os de cinema, são tanto mais urgentes quanto menor é a nossa disponibilidade de tempo e maior a necessidade de mantermos o espírito sempre ligado às realizações do próprio espírito. E se o desgaste e a saturação na vida moderna requerem a evasão, que a evasão se faça pela cultura, que assim se cria riqueza e se recuperam energias. Por tudo isto, os cine-clubes são organismos associativos, ou seja, formas colectivas da actividade cultural.
O cine-clubista, não é um indivíduo entregue ao livre arbítrio e ao perpétuo complexo da auto-selecção e da auto-crítica: ―que livro hei-de comprar? Que peça hei-de ler?, que música devo ouvir?, que fita devo ver? Para ele, também e mercê do contacto fácil e directo com um material seleccionado e analisado, o cinema não será um passatempo caro e inútil, mas uma distracção proveitosa e necessária que o leva, não a esquecer os seus problemas de vida, mas a compreendê-los e a superá-los. Ir ao cinema será também uma necessidade vital, tão vital como ler um livro ou ouvir um trecho musical, pois em potencial, felizmente, todo o homem é um leitor, um ouvinte ou um cinéfilo. E claro, mesmo que seja um cine-clubista puro, também pode ir ao futebol chamar nomes ao árbitro, quando o seu temperamento ferve, sem ele querer, à flor da pele.

Os cine-clubes são, pois, associações culturais debruçadas sobre o ramo artístico do cinema. Ora, como o cinema é uma síntese das artes, o cine-clubismo, debruça-se implicitamente sobre todas elas. O cinema tem, porém, a sua linguagem própria, específica; logo, as suas regras gramaticais, a sua escrita, a sua pontuação. Ver cinema, implica pois saber ler no écran. A função dos cine-clubes é consequentemente didáctica. Mas também é analítica, coordenadora, e valorativa da própria arte em si; por extensão é-o de todas as artes; e por extensão ainda é-o do comportamento humano, pois que (parafraseando de memória o Papa Pio XII), «ajuda os homens a solucionarem os seus problemas e a compreenderem-se de modo, a definirem e respeitarem os problemas de Direito e de Justiça».
Por tal facto, os cine-clubes são contra a especulação comercial, o baixo produto industrial, as falsidades artísticas. Os cine-clubes pretendem que as refeições que lhes servem sejam apuradas, tratadas, requintadas e suculentas. Nada de gato por lebre ou de cogumelos venenosos. Nada de vinho do Porto... «tinto».
Mas, de quanto tempo precisa um iniciado na leitura para distinguir um bom livro de um romance de cordel? A acção dos cine-clubes, é assim uma coisa a modos que lenta e gradual, se não mesmo complexa. Esquematizar os ciclos de aprendizagem, criar aulas práticas, fornecer a teoria da técnica e da estética do cinema, divulgar os seus fins, estimular um bom cinema nacional, defender a existência de uma arte que só se realiza por mil operações financeiras, são muitas das suas tarefas. Para atender a todos estes aspectos, os cine-clubes organizarão conferências, exposições, concursos de cinema experimental ―que sei eu! ―empreenderão múltiplas actividades. Não serão concorrentes seja de quem for ou do que for. Irão perto, irão longe ―isso é função das condicionantes e do meio. Mas de qualquer modo, se os norteia um objectivo cultural bem definido e estruturado, irão sempre longe. A base da sua actividade será, porém, a organização de sessões de formato normal, como a de hoje, e outras de formato sub-standard.
Normal, diz-se dos filmes em exploração comercial, sub-standard daqueles cuja película de celulóide mede 16 mm., 9,5 mm. e 8 mm. de largura. Com as fitas de formato reduzido, sub-standard, podem os cine-clubes organizar as suas próprias cinematecas, realizando com elas sessões de estudo. É evidente que para projectá-las os cine-clubes terão que obter uma máquina de projecção. Mas o que se não pode fazer de útil com essa caixinha milagrosa de projectar imagens em movimento, nos hospitais, casas do povo, escolas, fábricas, clubes desportivos, etc., etc..
O cine-clubismo é um largo campo de acção cultural e uma enorme via do conhecimento. É uma fonte de divulgação tão dinâmica quanto a vida moderna. Foi pelo cinema que a Exposição de Bruxelas chegou até nós, no próprio dia da inauguração e é pelo cinema que a Exposição subsistirá viva mesmo depois de encerrada. Assim em tudo, por ser esta força dinâmica a verdadeira essência da arte e da técnica que os cine-clubes divulgam, estudam e protegem.
Já alguém disse que a descoberta do cinema foi tão importante para a humanidade, quanto a invenção da prensa de Gutemberg. Talvez a rádio, a televisão, as comunicações telegráficas nascidas quase com o cinema, tornem um pouco pretenciosa esta comparação. Mas eu sinto que nem o cinema foi completamente explorado nas suas finalidades, nem sobre ele há ainda perspectiva histórica que determine a sua importância absoluta. Aos cine-clubes cabe o papel de definirem quais as tarefas do cinema no mundo actual.
Neste ponto devo parar. Faço-o por duas razões:
1 ― porque não creio, tal como receava, ter definido o que era um cine-clube; 2 ― porque, ao atribuir tão sérias responsabilidades à acção dos cine-clubistas aqui presentes, talvez esteja apressando a demissão de alguns sócios ―o que contraria os meus desejos. Mas parar e não pedir desculpa nem agradecer a honra que me deram e à atenção com que me ouviram, nem seria correcto, nem estaria nos meus hábitos.
Creiam-me, pois, penalizado e arrependido pelo tempo que lhes roubei e agradecido pela condescendência e tolerância que leio no rosto de cada um de vós.
Tenho dito.
 
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cine-clube de guimarães: cinquenta anos (5).

Joaquim Santos Simões será sempre um intelectual incontornável no caminho cultural da Guimarães do século XX. Dinamizador notável, fundou e marcou dezenas de associações, desde o CITAC à Sociedade Martins Sarmento. Foi, arriscar-se-ia aqui um "é claro", um dos fundadores do Cine-Clube de Guimarães. No seu primeiro boletim, datado de 7 de Maio de 1958, escreveu o seguinte:

A criação de mais um Cine-Clube não pode consituir mero acontecimento de faits-divers.
Portugal é um dos raros países europeus sem cinema, e com uma população de nula ou, pelo menos, reduzida cultura cinematográfica.
Se atentarmos na força crescente do cinema - pesem, embora, as actividades paralelas: teatro, rádio e televisão - a indiferença perante este fenómeno artístico, made in Século XX, pode transformar um veículo de civilização numa arma de perversão do gosto, posta ao serviço de mentalidades vazias.
O Cine-Clube de Guimarães propõe-se, antes de mais, educar, orientar e esclarecer os seus associados, no sentido de eles se aperceberem da validade do cinema como Arte.
Ao iniciarmos as nossas actividades não queremos deixar de agradecer ao Cine-Clube do Porto e ao Clube de Cinema de Coimbra todo o apoio e incitamento dados no período de organização do nosso Clube, e saudar todos os Cine-Clubes nacionais e estrangeiros.
 
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15.5.08
cine-clube de guimarães: cinquenta anos (4) - sessão #3.

3.ª Sessão do Cine-Clube de Guimarães
4 de Junho de 1958

A Culpa foi do Whisky (Whisky Galore) — Realizador: Alexander Mackendrick. Argumento tirado da novela do mesmo nome de Compton MacKenzie. Adaptação: Compton MacKenzie e Angus Macphail. Fotografia: Gerald Gibbs. Música: Ernest Irving. Montagem: Joseph Sterling. Director artístico: Jim Morahan. Intérpretes: Basil Radiford, Joan Greenwood, James Rabertson Justice, Gordon Jackson. Produtor: Michael Balcon. Produtor associado: M. Danischewsky. Produção: Earling, Studios. Ano de produção: 1949; Origem inglesa. Distribuidores em Portugal: Sonoro Filme, Lda. (S/c) — Para maiores de 12 anos.
 
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14.5.08
cine-clube de guimarães: cinquenta anos (3) - sessão #2.

2.ª Sessão do Cine-Clube de Guimarães
21 de Maio de 1958

As Filhas do Sr. Hobson (Hobson's choise) - Realizador: David Lean. Argumento tirado da comédia do mesmo nome de Harold Brighouse. Adaptação: David Lean, Norman Spencer, Wynyald Browne. Fotografia: Jack Hildyard Música: Malcolm Amold. Intérpretes: Charles Laughton (Henry Hobson), John Mills (Willie Mossop) , Brenda de Banzie: (Maggie Hobson), Daphne Anderson (Alice Hobson) , Prunella Scales (Vicky Hobson), Richard Wattis (Albert Prosser), Derck Bromfield (Freddy Beenstock), Helen Haye (Sr.ª Hepworth), Josef Tomelty (Jim Heeler) , Julien Mitchell (Sam Minns). Produção: David Lean (para a London Films). Ano de produção: 1953; Origem inglesa. Distribuidores em Portugal: Distribuidores Reunidos, Lda. Classificação: (S/c) — Para maiores de 12 anos;
 
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13.5.08
cine-clube de guimarães: cinquenta anos (2) - sessão inaugural.

Sessão inaugural do Cine-Clube de Guimarães.
Teatro Jordão, 12 de Maio de 1958.

Palavras de Santos Simões e palestra de Mário Bonito.

O Paraíso do Capitão (The Captain's Paradise) — Realizador: Anthony Kim Argumento e Planificação: Alec Coppel e Nicholas Phipps. Fotografia: Ted Scaife. Música: Malcolm Arnold. Director artístico: Paul Sheriff. Coreografia: Walter Crisham e Tutte Lemkoff. Montagem: G. Turney-Smith. Intérpretes: Alec Guiness, Yvonne de Carlo, Celia Johnson, Charles Goldner, Miles Maleson, Bill Fraser, Nicholas Phipps, Ferdy Mayne, George Benson. Produtor: Anthony Kimmins (para a London Films). Ano de produção: 1953; Origem inglesa. Metragem: 2.560 metros. Duração: 76 minutos. Distribuidores em Portugal: Distribuidores Reunidos, Lda. Classificação: (A) — Para maiores de 17 anos.
 
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12.5.08
cine-clube: cinquenta anos.

No Cine Teatro Jordão, em Guimarães, exibiu-se no dia 12 de Maio de 1958, o filme O Paraíso do Capitão, de Anthony Kimmins. Cinquenta anos passados, pode dizer-se que esta sessão - uma entre tantas outras - foi e ainda é uma sessão histórica: a primeira do Cine-Clube de Guimarães.

Meio século passado, o Cine-Clube de Guimarães continua a ser um caso paradigmático enquanto Cine-Clube e enquanto associação cultural: com mais de mil associados, com sessões bissemanais, com ciclos temáticos, com cinema ao ar livre, com boletins mensais, com edições publicadas, com edições para publicar e com uma alma do tamanho do mundo, prossegue eficazmente o seu caminho: mostrar ao público o cinema que depende apenas de si próprio, da sua linguagem, para se cumprir enquanto arte e enquanto sonho. É assim que ano após ano o Cine-Clube de Guimarães escreve a sua história, continuando a ser o que sempre foi: um espaço de imensa liberdade.

Em tempos em que os cinemas viram o disco e tocam desinteressantemente o mesmo, em que os Cine-Clubes oscilam e vacilam e em que a Cinemateca só agora parece finalmente disposta a compreender o que significa o portuguesa que a sufixa, o rigor, a qualidade, a regularidade e a vitalidade do Cine-Clube de Guimarães - factores que fizeram a liberdade de escolha e aprendizagem de várias gerações de cinéfilos - são motivos suficientes para nos deixar profundamente felizes.
Muitos parabéns Cine-Clube de Guimarães.
 
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10.5.08
fascínios: o inútil citador.


Numa velha colecção de livros, encontro um exemplar de O Inútil Citador. A imagem de capa, gravada numa imitação de couro, chama a atenção. O toque tem aquela suavidade artificial da napa. As letras incrustadas não têm perdão do tempo e apresentam algum desgaste. Todos os elementos de estilo, acrescidos do teor do preâmbulo, parecem remeter esta edição para a segunda metade dos anos setenta. O título, intrigante e até então desconhecido, faz-me abrir esta edição sem editor. Um carimbo mostra que o livro andou pela livraria Chaminé da Mota, à Rua das Flores, Porto. "Caro leitor, seja bem-vindo ao Inútil Citador", leio num preâmbulo escrito por Albano Pinto. Continuo: "ao longo destas quase duzentas páginas encontrará citações dos grandes Mestres da Literatura Mundial - de Homero a Borges - todas elas de uma inutilidade inquestionável". Não acredito no que leio. Citações de inquestionável inutilidade? Perante esta declaração, de nada me serve saber do como e do para quê. Resta-me, ao menos, um porquê? que em nenhum lado do livro encontra resposta. Assim é este O Inútil Citador: apenas e só um livro de contra-citações ("se há uma arte da contra-citação, essa arte é esta", lê-se no preâmbulo, "inegavelmente herdeira do movimento britânico Unquoting"), sem qualquer indicação de seu uso ou desuso, do seu por que ou porquê, aparentemente apenas e só pelo prazer de uma boa frase inútil. Aqui ficam alguns exemplos, escolhidos ao acaso:

"Ivan ficou a saber, pelo relato do visitante, como os amantes passavam o dia."
Mikhail Bulgakov, in Margarita e o Mestre

"Estarão certamente de acordo que eu, de uma forma só aparentemente directa, passe a condições literárias concretas"
Walter Benjamin, in O Autor Enquanto Produtor

"É perfeitamente normal dar uma volta quando se tem insónias."
Stendhal, in Armance

"Pouco importa, no fundo, que a dispersão no texto seja rica aqui e pobre ali."
Roland Barthes, in Fragmentos de um Discurso Amoroso

"A certa altura, começaram a ficar alegres."
James Joyce, in Gente de Dublin

"Passei no colégio cerca de cinco anos que agora perco como num sonho de madrugada na distância da memória, e aos quinze anos voltei à minha Valverde de Lucerna."
Miguel de Unamuno, in S. Manuel Bom, Mártir

"Os fidalgos culpados tinham fruído pela última vez de um espectáculo de comédia."
Charles Baudelaire, in O Spleen de Paris

"Não a podia mesmo criar, pelas próprias condições do meu processo."
Fernando Pessoa, in O Banqueiro Anarquista

"Tosquenejou muitas noites sobre os bacamartes pulvéreos."
Camilo Castelo Branco,
in A Queda de um Anjo

"Outros, pelo contrário, acreditavam que a prioridade era eliminar as obras inúteis".
Jorge Luís Borges, in Ficções



O Inútil Citador,
V.A., preâmbulo de Albano Pinto, ed. ?, s/d., 198 páginas.

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referênciasp.

A pintura de Pepe Garcia.
 
posted by Eduardo Brito at 8:43 da tarde | Permalink | 0 comments
fascínios: a rotunda mágica.

The Magic Roundabout (clicar para ampliar) © DR

Há quem ande mais quinze quilómetros só para dela se desviar. Há quem vá lá fazê-la de propósito. Há quem se fique apenas pela série infantil que ela inspirou ou pelo merchandise. Considerada um dos dez piores nós rodoviários do mundo (aqui os outros nove): the Magic Roundabout, Swindon, Inglaterra: um conjunto de cinco mini rotundas satélites de uma mega rotunda, construído em 1972, sendo que na mega rotunda o sentido do trânsito é inverso ao de cada uma das mini rotundas.

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posted by Eduardo Brito at 7:14 da tarde | Permalink | 1 comments
8.5.08
o outro lado da cidade passa por lá.
A programação de Maio do Convívio, associação cultural e recreativa com sede em Guimarães, pode ser consultada aqui.
 
posted by Eduardo Brito at 11:25 da manhã | Permalink | 0 comments
6.5.08
ex aequo #2 - quod natura non dat, salmantica non praestat.
Photobucket
© Eduardo Brito s/d.
 
posted by Eduardo Brito at 5:07 da tarde | Permalink | 0 comments
quote.
" And clenching your fist for the ones like us
who are oppressed by the figures of beauty,
you fixed yourself, you said, "Well never mind,
we are ugly but we have the music". "





Leonard Cohen, in Chelsea Hotel #2, 1974.
 
posted by Eduardo Brito at 5:00 da tarde | Permalink | 0 comments