29.1.08
wraygunn - on tour + double joint.

Artwork: João Diogo Pereira
Fotografia: Eduardo Brito
(clicar para alargar)




Artwork: Tony Fortuna
Fotografia: Eduardo Brito
(clicar para alargar)


As fotografias dos Wraygunn que servem de base a estes cartazes podem ser vistas aqui. O spot da digressão, realizado pelo Rodrigo Areias, pode ser visto aqui. Mais imagens (e mais sobre as imagens) em breve.
 
posted by Eduardo Brito at 8:17 da tarde | Permalink | 1 comments
25.1.08
referênciasp.
© Alice Bernardo, 2007

Alice tem criações muito bonitas, uma loja online idem e uma composição fotográfica do mítico Café Milenário ibidem.
 
posted by Eduardo Brito at 7:12 da tarde | Permalink | 1 comments
24.1.08
convivente.

Já está online a versão quase definitiva do blog do Convívio, Associação Cultural e Recreativa de Guimarães. O outro lado da cidade passa por lá.
 
posted by Eduardo Brito at 10:47 da tarde | Permalink | 0 comments
20.1.08
close, but not close enough.
© Sky Sports.

Se olharmos para a face de Steve Bruce, treinador do Wigan, não será difícil adivinhar o resultado do jogo que opôs a sua equipa ao Everton. Todos nós já fomos esta imagem do falhanço, do estranho conformismo da desilusão. 1-2 para o Everton, claro.
 
posted by Eduardo Brito at 11:56 da tarde | Permalink | 0 comments
16.1.08
vinte de outubro de dois mil e sete.

&


Olaio & Taborda, TAGV, Coimbra. © Eduardo Brito.
 
posted by Eduardo Brito at 8:30 da tarde | Permalink | 0 comments
11.1.08
em memória.
O Finisterra de hoje, no ar às 23.00 em www.ruc.pt ou em 107.9FM (Coimbra), é dedicado à memória de Olímpio Ferreira.
 
posted by Eduardo Brito at 11:50 da manhã | Permalink | 0 comments
9.1.08
estrada branca.
No quinto poema de A Terra Sem Vida, O Que Disse o Vulcão, T. S. Eliot escreve
Quem é o terceiro que caminha sempre a teu lado?
Quando conto, só vejo nós dois
Mas quando olho adiante na estrada branca
Há sempre outro caminhando a teu lado,
Deslizando, envolvido num manto castanho, embuçado,
Não sei se homem ou mulher
- Mas quem é que caminha a teu lado? *
Mais à frente, nas notas sobre o livro, Thomas Stearns Eliot diz-nos que "os versos seguintes foram inspirados pela narração de uma das expedições ao Antárctico (...): diz-se aí que os exploradores, completamente exaustos, tinham a constante ilusão de haver mais um membro do que na realidade se podia contar".

* Why is the third who walks always beside you?
When I count, there are only you and I together
But when I look ahead up the white road
There is always another one walking beside you
Gliding wrapt in a brown mantle, hooded
I do not know wether a man or a woman
- But who is that on the other side of you?

T. S. Eliot, A Terra Sem Vida (The Waste Land), 1922, Ed. Ática, Col. Poesia, 1984.
 
posted by Eduardo Brito at 7:54 da tarde | Permalink | 0 comments
5.1.08
in search of the miraculous.
I want to do a piece where I go to the Alps and talk to a mountain. The mountain will talk of things which are necessary and always true, and I shall talk of things which are sometimes, accidentally true.

Bas Jan Ader


Bas Jan Ader, Selected Works, 1970-1971 (in www.ubu.com)


Em 1975, o artista holandês Bas Jan Ader propôs-se navegar da América à Holanda num pequeno veleiro de três metros, o Ocean Wave. Seria a embarcação mais pequena de sempre a atravessar o Atlântico. A viagem, inciada em Cape Cod, seria a segunda parte do tríptico In Search Of The Miraculous, começado anos antes, em Los Angeles. Seis meses depois de partir, o pequeno barco deu à costa na Irlanda, vazio. Tempos mais tarde foi levado para o porto de A Coruña, de onde foi roubado. Bas Jan Ader nunca foi encontrado.

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posted by Eduardo Brito at 7:27 da tarde | Permalink | 0 comments
3.1.08
sobre o barão de ausenthal (4): a palavra.
(...) Ausenthal deteve-se longamente na passagem das plúmbeas nuvens pela planície, anunciando imensa chuva. Sempre que contemplava uma paisagem, sentia o tempo dentro de si, a passagem de todos os dias, de todas as horas de todos os dias pelo lugar que tão fixamente observava. Laura, quebrando-lhe a rigidez de tão hipnótica concentração, perguntou-lhe qual a sua palavra preferida, oh pueril questão, e o Barão, sem a olhar, respondeu pronta e pausadamente, com a firmeza de algo já dito em outras ocasiões:
- Oxalá: a palavra que contém o tempo que há-de vir. A palavra que deseja, que sonha, que pede silêncio; o princípio de toda a incerteza. A palavra tolerante. Oxalá.
Imóvel, o Barão de Ausenthal olhava agora as primeiras gotas de chuva que caiam na planície seca, adivinhando o perfume que a terra começara já a libertar.



Xavier Quaresma: A Desventurada Vida do Preclaro Barão de Ausenthal, 1901, ed. do Autor, página 501.

- Sobre o Barão de Ausenthal (1): A Memória Olfactiva
-Sobre o barão de Ausenthal (2): A Gravura
- Sobre o barão de Ausenthal (3): As Cicatrizes

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posted by Eduardo Brito at 2:28 da tarde | Permalink | 0 comments