29.11.07
sobre o barão de ausenthal (3): as cicatrizes.
(...) Ausenthal olhou fixamente o corpo morto de Vasil Rosmanov, gravando na memória a última expressão da cara deste. Teve a nobreza de lhe fechar os olhos. Depois, deixou o Barão cair um breve instante de insignificante comoção. Recomposto e após uma pensativa pausa, do alto grave da sua voz sairam-lhe as seguintes palavras, metáfora sublime de todas as vidas, repetidas com profundíssima convicção:
- Todos somos feitos de cicatrizes. Todos somos feitos de cicatrizes.


Xavier Quaresma: A Desventurada Vida do Preclaro Barão de Ausenthal, 1901, ed. do Autor, página 161.

 
posted by Eduardo Brito at 3:52 da tarde | Permalink |


1 Comments:


At 4:42 da manhã, Anonymous Anónimo

Tudo a ver ... alguém inventa estas "coisas" e, num momento de desvario pouco divino, uma pessoa encontra-se apanhada :

http://dainfamia.blogspot.com/2007/12/5-de-um-cinfilo-distrado-e-anacrnico.html