8.6.07
van den budenmeyer.
Rhinus van Kerkhoven: Portrait of Composer Van den Budenmeyer, Delft, 1803.


"Todas as histórias que giram em torno do compositor barroco holandês Van Den Budenmeyer só podem incidir no grande enigma que foi a sua existência. Para além deste misterioso e angustiante retrato pintado pelo Mestre de Delft, aos nossos dias chegaram apenas referências demasiado vagas e nenhuma gravação completa. (...) As pautas dos dois trabalhos que dele se conhecem – Concerto Coral em Mi Menor (de 1798, revisto em 1802) e Músicas Fúnebres – estão na mão de um coleccionador francês que se recusa a cedê-las para estudos e gravações. (...)
A presença de Van Den Budenmeyer é notada apenas em quatro filmes, todos dirigidos pelo realizador polaco Krzysztof Kieslowski: em A Dupla Vida de Veronique, Weronika interpreta o Concerto Coral em Mi Menor. Na trilogia Azul, Branco e Vermelho, o compositor holandês surge uma vez em cada um dos filmes: em Azul, quando Julie afirma que seria intenção do marido dedicar o Concerto para a Unificação da Europa a Van den Bundenmayer, que lhe serviu de inspiração. Em Branco, quando Karol pede que no seu funeral simulado seja tocada uma peça do referido compositor. Em Vermelho, Valentine compra e escuta um disco com o retrato do misterioso compositor na capa (...)."


Berinthia Hirsh [traduzida de] The Faces of Rhinus van Kherkoven, Dutch Painter Time Forgot, Eutron Books, Ltd. 2001.


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posted by Eduardo Brito at 4:41 da tarde | Permalink |


1 Comments:


At 4:00 da tarde, Anonymous Joao S.

Este texto pretende ser correcto ou uma tentativa humoristica? A identidade de "Van den Budenmeyer" foi uma criaçao de escrita do realizador K. Kieslowski e a musica que se ouve a ele atribuido (no "Decálogo - 9", na "Dupla Vida de Veronique" e no "Azul" e "Vermelho") é inteiramente escrita pelo compositor Zbigniew Preisner. Esta criaçao sempre foi assumida por ambos os autores (realizador e compositor), apesar de constantemente terem sido questionados sobre o inventado musico holandes (a primeira vez que ouvimos falar dele, é no "Decálogo 9", onde aliás, o Kieslowski queria usar uma musica de Mahler, mas devido aos direitos de autor sairem dispendiosos, optaram por inventar "Van den Budenmeyer"). Nao existe nenhum manuscrito guardado, pois como é obvio, o compositor é uma ficçao contemporanea... Saudaçoes!