31.5.07
antevisão: mãe-d'água.

Para assinalar a passagem do primeiro centenário do abastecimento público de água na cidade de Guimarães, a Vimágua, em colaboração com a Sociedade Martins Sarmento, lança, na próxima terça feira, cinco de Junho, o livro Mãe-d'Água. Textos de António Amaro das Neves e Francisco Costa. Design de Luís Ricardo. Fotografias de Eduardo Brito. A antevisão de onze imagens incluídas no livro e de duas que ficaram de fora pode ser feita aqui.
 
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30.5.07
infinito e um dia.
Music is endless. And even though I've heard a whole bunch of music from so many different places and fallen in love countless times with all kinds of different music, there's still something about it... I guess it's called freedom.

Jeff Buckley
 
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28.5.07
sobre o barão de ausenthal (1): a memória olfactiva.
Enquanto mergulhava a cabeça nos perfeitos peitos da menina Letícia, o Barão de Ausenthal inalava profundamente o aleitado aroma desta, feito da inocência de seus quinze anos. Pensava no tanto tempo que tinha passado desde a última vez que sentira este cheiro. Não lhe saía da cabeça este regresso, este reencontro com uma memória olfactiva tão evocante. Repetia para si próprio, vezes e vezes sem conta
- Deus do céu, há tanto tempo que não cheirava este cheiro.
Pese embora o seu sexagenário rosto, de eriçado cavanhaque, oscilasse desenfreado e feliz entre o perfeito peito e o secreto sexo da menina Letícia, o Barão de Ausenthal estava ciente que por muitas vezes que regressasse a este odor, jamais regresso significaria encontro.

Xavier Quaresma: A Desventurada Vida do Preclaro Barão de Ausenthal, 1901, ed. do Autor, página 91.
 
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23.5.07
memória de arktos: edição inglesa.

Um dos maiores livros de culto da literatura polar foi finalmente editado em língua inglesa: Memory of Arktos, a única obra do obscuro viajante Tryggve Thorstvedt, é traduzida do noruegês, precisamente trinta e três anos depois da sua primeira e única edição. Com uma excelente nota introdutória escrita por Kjell-Henrik Halvard, Memory of Arktos tem edição da Eutron Books.

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21.5.07
- ¿qué es una buena foto?
Alberto García-Alix: Mi Lado Feminino (2002).


- Algo poderoso, vibrante. Que late aunque sea imperfecto. No me importa la técnica, sino el latido, la pulsión. No creo en el éxito y el fracaso. Me rebelo. Antes me preocupaba que una foto estuviera perfectamente compuesta y enfocada; ahora, transmitir. (...) Hoy busco la sinceridad, reconocerme en el dolor, hacer una fotografia más cercana y desnuda.

Alberto García-Alix, entrevistado por Jesús Rodriguez, in El País Semanal, 15 de Abril de 2007.
 
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18.5.07
as cidades num instante (3) - lyon.
Doze imagens (em 35 mm) e dois textos da misteriosa Lyon para ver e ler aqui.
 
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zamolchi, phillip!
Duarte Pinto: Zamolchi, Phillip!, 2007.

Duarte Pinto (Tomar, 1975) apresenta mais um trabalho em torno da memória do cinema. Depois de HitchHiking, segue-se agora Zamolchi, Phillip!: três fotogramas dos dois Ivan, o Terrível, impressos em tamanho gigante, exemplos da excelência dos planos de Eisenstein. E, arrisque-se, exemplos do sórdido sentido de humor de Duarte Pinto. As suas palavras podem ser lidas aqui.
 
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15.5.07
os venezianos segundo pratt.
Venezia: Isola della Giudecca, s/d, fotografia digital.
Fotografia: © Eduardo Brito.

1.
Há, em Veneza, três lugares mágicos e secretos: um na Rua do Amor dos Amigos; um segundo nas proximidades da Ponte das Maravilhas e um terceiro na Calle dei Marrani, perto de San Geremia, no velho Ghetto. Quando os Venezianos – por vezes Malteses – se cansam das autoridades, dirigem-se a estes lugares e, abrindo as portas ao fundo desses pátios, partem para sempre para países fantásticos e outras histórias. (1)



2.
Os Venezianos deambulavam de manhã à noite, pelas ruelas ou de barco, na laguna. Encontravam-se em festas – como a festa do Redentor - , na tômbola, ou pelas noites de Verão, na praça de S. Marcos, à fresca. Os habitantes de Veneza tinham o sentimento de pertencer todos à mesma família, talvez por os seus antepassados serem todos oriundos de horizontes diferentes. (2)


(1) Hugo Pratt, Corto Maltese: Fábula de Veneza, Ed. Bertrand, 2002.
(2) Hugo Pratt, Memórias e Reflexões, entrevistas com Dominique Petitfaux, Ed. Relógio d'Água, 2005.
 
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12.5.07
o diabo dentro. (3)
Adolfo Luxúria Canibal, Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, 24 de Março de 2001. Impressão em papel de fibra.
Fotografia: © Eduardo Brito.


 
posted by Eduardo Brito at 11:54 da tarde | Permalink | 1 comments
marc deneyer: polaris actualizado.
As fotografias de Marc Deneyer: a luz do silêncio fotografada com uma Hasselblad 6x6. Doze motivadores exemplos no Polaris.
 
posted by Eduardo Brito at 11:38 da tarde | Permalink | 0 comments
sem título.
Cruz de Pedra, Guimarães.
Fotografia: © Eduardo Brito; digital, s/d.
 
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7.5.07
p&b.
Avinguda Paral.lel, Barcelona, s/d, impressão em papel de fibra mate.
Fotografia: © Eduardo Brito.
 
posted by Eduardo Brito at 11:17 da tarde | Permalink | 2 comments
6.5.07
assim fazia maceda.
"Cada Verão (...) assim fazia: escolhia uma cidade ao acaso e, durante um ou dois dias, por lá ficava a observar os grupos de adolescentes que se metiam com crianças, mendigos e ou pessoas de idade, provocando, insultando e agredindo: putos odiosos, cientes da sua impunidade, armados em fortes com os mais fracos. Discretamente, seguia-os e avaliava a medida da sua maldade. (...) Depois, e em função dos seus níveis de odiosidade, agia de modo mais ou menos enfático, mas sempre com a seguinte base: logo que possível, apanhava o cabecilha do grupo, levava-o para um ermo e dava-lhe um enxurro de porrada monumental, até me implorar que parasse, muitas vezes borrado ou mijado de medo. O importante ali - mais que lhe partir a cara com estalos secos e poderosos - era fazê-lo compreender o erro da sua conduta (sua e da sua pandilha) e, claro, deixá-lo tão profundamente traumatizado de forma a nunca mais repetir tal tipo de acções, convencendo igualmente do mesmo os seus sequazes. (...) Enfim, uma peculiar ideia de fazer justiça, admito, mas que na altura deu frutos: as cidades costeiras ficaram mais calmas e os jornais começaram a falar de mim dizendo que eu era um gang."

Elíes de Maceda, Así lo Hacía, Ed. Pequeño Bolsillo, Gijón, 1998, páginas 24-26.
 
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3.5.07
semyen dezhnev: polaris actualizado.
Mais uma viagem ao Círculo do Urso: a história e o (des)encontro com a História do cossaco Semyen Dezhnev para ler aqui.
 
posted by Eduardo Brito at 10:29 da manhã | Permalink | 0 comments
2.5.07
verão zero zero sete. (2)

McCoy Line, de Malcolm McCoy: Is That You, John Wayne? T-Shirt, 2007.
 
posted by Eduardo Brito at 11:24 da manhã | Permalink | 0 comments