27.10.06
you're growing old, now.
A colaboração entre o projecto musical Gonzimon e a designer/ fotógrafa Ingrid Pradel volta a dar frutos. Depois dos enigmáticos músicos terem composto a banda sonora da instalação Somni de Hivern (de onde é extraído World Music Distart), a artista catalã assina o conceito e o trabalho artístico da edição tripla do single Mr. Error. Aqui ficam as três capas de Mr. Error. Mais informações aqui.




We would like to announce a special edition of #1089 limited edition of Mr.Error. It's not a 10'' vinyl pack, but 3 almost identical albums mixed in 3 closer ways. The artwork of the cover will help you choose which one is your favourite! Thanks to Ingrid Pradel for this magnificent artwork. She had the idea of this triple visual and sound perspective.

Gonzimon Newsletter, 27.10.06

 
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24.10.06
regressos...
 
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18.10.06
seek you distress.
Marianne Norsen / Stig Sjöström, CQD second - The CQD Signal.

Marianne Norsen/Stig Sjöström, CQD fourth - Radio Drama 1909.


CQD foi o sinal oficial de emergência usado nas comunicações telegráficas com e sem fios até 1908. A sua representação telegráfica é - · - · - - · - - · · e significa Seek You Distress. Marianne Norsen e Stig Sjöström apresentam-nos este sinal em cinco histórias sobre cinco imagens.

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15.10.06
de groot - o'groats - grotius.
Jan de Groot, Paradise Lost.



A propósito do texto sobre A Northern Tragedy, chegou à caixa de correio da Divina Desordem um mail que não pode deixar de ser partilhado. Vem assinado por Álvaro Dyke e diz o seguinte:

"Caro Senhor:

Chamo-me Álvaro Dyke e sou professor de História. Escrevo-lhe a propósito do seu texto sobre o documentário A Northern Tragedy. Também eu fui espectador desse belíssimo filme. E fui-o não só como apaixonado pelo género documental, mas também no âmbito de uma monografia que me encontro a escrever sobre Hugo Grócio, cujo nome, em neerlandês, é Hugo ou Huig de Groot. É que, caro Senhor, apesar do realizador do documentário o ignorar, existe uma teoria que afirma que Hugo Grócio, autor de Mare Liberum, é bisneto do explorador holandês que se radicou e deu nome ao mais remoto ponto da Escócia.

Vejamos a árvore genealógica dos De Groot desde Jan até Hugo, segundo esta tese: Jan de Groot – ou John O’ Groats – nasceu em 1466 e faleceu em 1534. Deixou, como se sabe, oito filhos. Um desses filhos, o ante-penúltimo, foi Simon de Groot (1509-1574) que, segundo a teoria em questão, teria regressado à Holanda em meados do século XVI, tendo-se tornado num próspero comerciante de tecidos. Sabe-se que dos filhos de John O'Groats, um deles abandonou a Escócia. E o Simon de Groot comerciante aparece na Holanda na segunda década do século XVI, de origem desconhecida. A partir daí, tudo se clarifica. Simon de Groot teve um filho apenas, a quem chamou Jan (provavelmente em homenagem ao seu pai). Este Jan de Groot (1554-1640), curador da Universidade de Leyden, foi, nem mais, o pai de Hugo Grócio, nascido em 1583 em Delft. Neste link poderá ficar a saber tudo sobre a vida e obra do pai do reputado ensaísta. Sobre o autor de De Iure Belli Ac Pacis, basta ir à Wikipédia.

Mas as coincidências não acabam aqui. Se Jan de Groot / John O’Groats é bisavô de Hugo Grotius, o malogrado Wim de Groot é, nada mais nada menos, que bisavô de outro Jan de Groot. Confuso, caro Senhor? A história é simples.


Como nos mostra o documentário A Northern Tragedy, em 1862 e com vinte e nove anos, Wim de Groot parte em busca da história do seu antepassado. Deixa na sua Holanda natal a mulher Sonia e um filho, Hans, nascido em 1861. Hans de Groot vive oitenta e cinco anos, casa com cinco mulheres e é pai de doze filhos. O seu último rapaz, Rhinus, nasce em 1931, quando Hans já tem setenta anos. E é Rhinus de Groot que, em 1967 vê nascer o seu filho mais novo: mais um Jan de Groot, também ele com uma história muito peculiar. Senão vejamos: aos trinta e sete anos, este Jan, fotógrafo, suicidou-se atirando-se da janela de casa dos seus pais. Estávamos em Agosto de 2004. Meses antes, tinha sido convidado para fazer parte de uma exposição colectiva chamada Piss Off, no Detroit Museum of New Art. Contudo, em Maio de 2005, Jan de Groot é encontrado vivo e de saúde no Red Light District de Amsterdão. Tudo não passou de uma "art sham", e Jan de Groot prosseguiu o seu trabalho. Para ler tudo sobre esta encenação pseudo-artística, basta ir a este sítio. Para ficar a conhecer o curriculum do fotógrafo, basta ir a este.

Enfim, esta missiva já vai longa e apenas pretendeu informá-lo sobre a saga, digamos assim, da misteriosa família de Groot. Espero que estes dados tenham sido úteis para qualquer coisa. Aceite, caro Senhor, os meus cumprimentos a si e ao bonito blog que detém.
Atenciosamente,

Álvaro Dyke."
 
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