31.8.10
ponto final, parágrafo.
Ao fim de quatro anos, A Divina Desordem perde a divindade e muda-se para aqui, mais imagética, menos regular.
Vemo-nos em

http://desordem.tumblr.com/

 
posted by Eduardo Brito at 11:52 da tarde | Permalink | 1 comments
30.8.10
as divinas desordens
Os posts que, de certa forma, traduzem a ideia de divina desordem e que foram publicados neste espaço nos últimos quatro anos podem ser vistos ou revistos aqui:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
O sentido metafórico disto poderá estar nestes Elementos Fabulosos de Hugo Pratt.
 
posted by Eduardo Brito at 9:15 da tarde | Permalink |
13.6.10
pausa ~ trânsito.
 
posted by Eduardo Brito at 8:34 da tarde | Permalink | 1 comments
31.5.10
sábado cego.

A Oficina do Cego é uma associação sem fins lucrativos que desenvolve trabalho no domínio das artes gráficas. Fundada em Lisboa, em 2009. O seu nome foi subtraído ao de uma importante casa de impressão do século XVIII. O primeiro número do Jornal da Oficina do Cego, dirigido por Luís Henriques, é lançado no próximo sábado no Bar a Barraca, em Santos, Lisboa. Não, não há gralha no cartaz. A festa começa mesmo 12 minutos depois da meia noite de sábado para domingo. Haverá música e edições históricas à venda, para além das 2 edições do jornal, a ordinária e a especial, com intervenção em serigrafia sobre trabalho do Cabral Santo. !150 exemplares apenas!

 
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amanhã.
As fotografias das Terras Últimas fazem o seu caminho: amanhã apresentam-se na Escola Superior Artística, Porto, às 14.30, parte do terceiro Maioclaro. Conversa informal, a convite da fotógrafa Ângela Berlinde.
 
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20.5.10
km 4000.
Santander, Cantábria, Espanha.

Assumindo a sequência de Terras Últimas, a evocação do roadmovie é automática. Cria necessariamente a sensação de viagem por todo um território em que se assumiu o fim da Terra. Vários fins. E é nessa sequência que construímos, cada um de nós, uma história.

Rodrigo Areias em Para Além do Fim da Terra.

Terras Últimas. Fotografias de Eduardo Brito e música de Sandy Kilpatrick.
22 de Maio de 2010, 22h00, Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães.
Para ver até 20 de Junho.
 
posted by Eduardo Brito at 8:56 da manhã | Permalink | 1 comments
17.5.10
km 2000.
Penzance, Cornualha, Inglaterra.

Toda a terra última é definida contra um mar, se atendermos à nossa caixa de visibilidade. Mas não há terras últimas!? Finisterre, Finistère, Land’s End, não serão apenas nomes da convicção da terra em acabar? Em determinar um fim? De uma finalidade circunscrita e ultrapassável? Sabemos de um amigo que no primeiro dia de regresso a Portugal toma café na Pensão Fim do Mundo, em Grândola. Fazer coisas no fim, fazer coisas ao fim.

Aida Castro em Para as Terras Últimas.

Terras Últimas. Fotografias de Eduardo Brito e música de Sandy Kilpatrick.
22 de Maio de 2010, 22h00, Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães.
Para ver até 20 de Junho.
 
posted by Eduardo Brito at 8:54 da manhã | Permalink | 0 comments
13.5.10
km 1000.

Temos medo do tempo vazio como se tivéssemos medo de nós próprios, como se a inactividade não mais revelasse que, afinal, todo o aborrecimento fosse inerente ao nosso ser parado. Deveremos acreditar que somos naturalmente enfadonhos e que só o preenchimento do tempo, a actividade e, consequentemente, o sentido social de progresso, poderão contrariar a suposta constatação de que a inactividade e o vazio que levam ao excesso de tempo, são nefastos, logo e em primeiro lugar, para a nossa saúde. Que outros motivos teria eu para escrever este texto? Que outro motivo teria Eduardo Brito para fazer fotografia ou o Sandy para escrever música? E paradoxalmente Terras Últimas é o lugar onde a ilusão de um tempo vazio, perdido, ainda faz sentido.

Pedro Bandeira em O Tempo Vazio das Terras Últimas.


Terras Últimas. Fotografias de Eduardo Brito e música de Sandy Kilpatrick.
22 de Maio de 2010, 22h00, Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães.
Para ver até 20 de Junho.
 
posted by Eduardo Brito at 8:51 da manhã | Permalink | 1 comments
10.5.10
km 0.
Baie des Trépassés, Finistère, França.

A ideia era antiga, talvez viesse do fim dos tempos de miúdo, dos tempos de descobrir o mundo pelos mapas, dos tempos de passagem por John O'Groats, do livro de Carlos Oliveira, de um programa de rádio. O projecto foi em frente há algum tempo, muito, pouco, não interessa. Uma viagem de carro feita por duas pessoas, eu e o Sandy Kilpatrick, escocês do Minho e músico do mundo, entre os três fins de terra europeus e atlânticos. Uma viagem que trouxesse duas histórias, dois modos de ver diferentes contados lado a lado por duas linguagens diferentes: fotografia e música. E lá fomos, de Finisterre (ou Fisterra, em Galego), na Galiza, a Finistère, na Bretanha, e daí até Land's End, na Cornualha inglesa. Rolos a preto e branco e a cor, duas máquinas de 35 milímetros, gravadores, blocos de papel, canetas e quilómetros. Assim se fizeram as Terras Últimas, o projecto que tive a honra e o privilégio de trabalhar a meias com o Sandy, e que é apresentado no próximo dia 22 de Maio, sábado, no Palácio de Vila Flor, em Guimarães. Trinta imagens e nove músicas que se vão encontrar em exposição, concerto e livro-cd, este último com textos de Pedro Bandeira, Rodrigo Areias e Aida Castro, desenhado por Cláudio Rodrigues.

22 de Maio, às 22h00. Fica até 20 de Junho.

www.eduardo-brito.com
http://www.myspace.com/sandykilpatrick
http://www.ccvf.pt/
 
posted by Eduardo Brito at 7:53 da tarde | Permalink | 0 comments
4.5.10
a melhor série de sempre?
http://aarkangel.files.wordpress.com/2008/03/1010489269a3242812687b105078953l.jpg
Frank Gallagher, o sustentáculo filosófico-moral de Shameless.

Tickets this way for the Chatsworth Express, come and watch pikeys making a mess of the lives they were given by him upstairs and kids they’re convinced aren’t actually theirs. What sound on earth could ever replace kids needing money and wives in your face, cos this, people reckon, and me included, is why pubs and drugs were kindly invented: to calm us all down, stop us going mental. These are Chatsworth Estate’s basic essentials, we are worth every penny, we’re grinding your axes; you sit on our head, but you pay the taxes. Imagine a Britain without Chatsworth buccaneers, we’ll come on your face for the price of a beer. Cheaper drugs now! Make poverty history! Cheaper drugs now!



Shameless, a série que não é para meninos. Último episódio da sétima temporada no ar na próxima terça, dia 11, Channel 4. Também na Sic Radical.
 
posted by Eduardo Brito at 6:29 da tarde | Permalink | 0 comments
2.5.10
act local.
Jogos Olímpicos 2024: onde? Aqui.
 
posted by Eduardo Brito at 12:33 da manhã | Permalink | 0 comments
28.4.10
junk boats and english boys.
Os projectos realistas que faltavam a Guimarães: para ir lendo aqui.
 
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20.4.10
as terras últimas.

Terras Últimas. Fotografias de Eduardo Brito e música de Sandy Kilpatrick.
22 de Maio de 2010, 22h00, Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães.
Mais informações aqui.
 
posted by Eduardo Brito at 12:40 da tarde | Permalink | 0 comments
12.4.10
textos em que se refere o jardim de eurídice (1) - breve apontamento sobre a tempestade.
Então a cidade inundou: o chão não engoliu toda a chuva que tanto caiu. As ruas tornaram-se rios. As correntes aceleraram. As pessoas correram para debaixo dos beirais, para dentro dos cafés. Com a trovoada dispararam os alarmes das lojas. Perguntas: quanto tempo isto ainda vai durar? Estás dentro do carro, absurdamente concentrado nas grossas gotas que batem no vidro, no barulho que fazem, no percurso desde que isolas uma delas na sua queda e a segues até ao fim do seu ciclo. Recebes um telefonema, um amigo pergunta-te como está a cidade no temporal, respondes que nunca viste nada assim, que estás preso no carro concentrado, exageradamente concentrado na chuva que cai, descreves os dez minutos que demoraste a atravessar o jardim de Eurídice, que habitualmente fazes em dois, explicas como o trânsito se alterou na Alameda de Santa Catarina de Alexandria e como dois muros aluídos na rua das Escolas Gerais a deixaram num lamaçal. Então a cidade inundou: a chuva tornou-se ainda mais forte, o ruído das gotas no carro tornou-se assustador, primeiro, insuportável de seguida. Não consegues sair do carro, ouves uma sirene - será um alarme? - e tens medo.
 
posted by Eduardo Brito at 11:06 da manhã | Permalink | 0 comments
1.4.10
sometimes but always in vain.
Bas Jan Ader, fotografado durante a filmagem de Fall II, Amsterdam, 16mm, 19 sec, 1970.

Here Is Always Somewhere Else é o título do documentário de René Daalder que traça o caminho percorrido por Bas Jan Ader. Fala da gravidade como meio de expressão do artista. Fall 1, Fall 2, Fall (Organic). Fala do fascínio de Ader pela estranha última viagem de Donald Crowhurst. Fala da estranha última viagem de Bas Jan Ader, entre a América e a Holanda, no mais pequeno veleiro a tentar atravessar o Atlântico. Fala de I'm too sad to tell you, que, nas palavras de Pedro Mexia, reconhecido aderiano, condensa a tristeza nua, a tristeza em si, a tristeza como ideia. A criação de Bas Jan Ader está perto. Há que conhecê-la.

http://www.basjanader.com/

http://adivinadesordem.blogspot.com/2008/01/bas-jan-ader.html
 
posted by Eduardo Brito at 2:52 da tarde | Permalink | 1 comments
31.3.10
a cidade imaginada, epílogo.
O texto integral de A Cidade Imaginada está disponível aqui [pdf].
 
posted by Eduardo Brito at 4:47 da tarde | Permalink | 0 comments
16.3.10
desafio.
A Cidade Imaginada debruça-se sobre certos instantes de uma discursividade fotográfica da cidade de Guimarães, desde os primórdios da fotografia até à actualidade. Durante a conversa fazem-se paragens nos calótipos de Frederick William Flower, nas experiências do fotógrafo Martins Sarmento, nos retratos de Carlos Mesquita e nas propostas dos recentes Cadernos de Imagens. Sai-se do centro para a periferia. Compara-se a fotografia da cidade à fotografia de outras cidades médias: Coimbra, Braga, Póvoa de Varzim. E no fim, a dúvida: haverá, em Guimarães, uma fotografia da cidade, uma cidade imaginada?

Sexta feira, 26 de Março, 22h00
A Cidade Imaginada
Apresentação de Eduardo Brito
Laboratório das Artes - Projecto Apolo
Largo do Toural, Ed. Milenário, Guimarães.
 
posted by Eduardo Brito at 12:16 da tarde | Permalink | 0 comments
8.3.10
mais tempos.
Tempos diferentes de um mesmo lugar: outubro de manhã.

Actualizada a série Tempos diferentes de um mesmo lugar. Para ver aqui.
 
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24.2.10
a voz.
Michael Hordern, o mítico, genial e inigualável narrador de Barry Lyndon.
 
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23.2.10
as proposições patafísicas.
Em certo momento da vida, mesmo inconscientemente ou sem a clareza das fórmulas, o verdadeiro patafísico confronta-se, no seu íntimo, com as duas proposições seguintes:
Proposição A
O verdadeiro patafísico não leva nada a sério, excepto a 'Patafísica que consiste em nada levar a sério.
Proposição B
Consistindo a 'Patafísica em nada levar a sério, o verdadeiro patafísico não pode levar nada a sério, nem mesmo a 'Patafísica.

Luc Etiènne
Publication du Centre de Recherches Périphériscopiques, Oleyres, 1984.
Sobre a 'Patafísica, a mais vasta e mais profunda de todas as ciências, ler aqui.
Em Portugal, ir aqui.
 
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